Ecônomia
Pizza Hut é vendida por US$ 2,7 bilhões e deixa portfólio da Yum! Brands
A Yum! Brands anunciou a venda da Pizza Hut por US$ 2,7 bilhões para a empresa de private equity LongRange Capital. A informação foi divulgada nesta terça-feira (16).
Segundo a companhia, a decisão faz parte de uma estratégia para concentrar suas operações nas redes KFC e Taco Bell, consideradas atualmente os principais motores de crescimento do grupo.
Além disso, a Yum China Holdings comprará as operações da Pizza Hut na China por US$ 1,2 bilhão.
As transações devem ser concluídas no terceiro trimestre deste ano.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo, as ações da Yum! Brands chegaram a subir 3,6% na Bolsa de Nova York após o anúncio da venda.
A negociação já era esperada pelo mercado. Desde 2019, a participação da Pizza Hut no portfólio da companhia vinha diminuindo gradualmente, chegando a cerca de 12% em 2025.
Para Michael Halen, analista da Bloomberg Intelligence, a operação permitirá à empresa adotar uma estratégia mais focada.
“Isso permite que eles direcionem seus recursos, suas equipes, sua energia e seu capital para uma rede de crescimento muito elevado e outra de crescimento sólido”, afirmou o analista.
A Yum China informou que pretende ampliar a presença da Pizza Hut no país asiático.
A meta é aumentar o número de unidades para mais de 6 mil restaurantes até 2028. Atualmente, a rede possui aproximadamente 4,4 mil unidades na China, segundo dados registrados no fim de março.
A venda marca uma mudança importante na estratégia da Yum! Brands, que passa a concentrar seus investimentos em marcas consideradas mais rentáveis e com maior potencial de expansão global.
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Mais de 230 empresas brasileiras já produzem no Paraguai atraídas por carga tributária menor
O Paraguai já atraiu 232 empresas brasileiras desde 2007 para atuar dentro da chamada Lei de Maquila, modelo que permite a companhias estrangeiras produzirem no país com foco na exportação e pagando menos impostos.
As empresas que operam nesse regime são conhecidas como maquiladoras. Nos últimos anos, o movimento de migração empresarial se intensificou devido à ampliação de incentivos e facilidades oferecidas pelo governo paraguaio para atrair investimentos estrangeiros.
Segundo levantamento com base em dados oficiais do governo do Paraguai e da Câmara de Empresários Brasileiros no país vizinho, as empresas brasileiras representam cerca de 70% das mais de 320 companhias estrangeiras instaladas no modelo de maquila.
O principal atrativo apontado por empresários é a diferença na carga tributária. Enquanto no Brasil impostos e encargos trabalhistas podem chegar a cerca de 80%, no Paraguai empresas enquadradas na Lei de Maquila operam com uma carga total média de aproximadamente 12%.
O regime também oferece vantagens como menor custo operacional, energia mais barata, burocracia reduzida e incentivos voltados à exportação.
Entre os setores que mais migraram para o Paraguai estão indústrias têxteis, calçadistas, autopeças, alimentos, tecnologia e produtos eletrônicos.
Especialistas apontam que o crescimento do número de empresas brasileiras no país vizinho reflete a busca por maior competitividade industrial e redução de custos de produção.
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Governo cria regra para limitar custo do crédito consignado e reduzir abusos
O Ministério do Trabalho e Emprego publicou, nesta sexta-feira (24), uma nova resolução que estabelece regras para reduzir abusos na cobrança de juros e taxas no crédito consignado para trabalhadores. A medida já está em vigor.
A principal mudança é a criação de um limite indireto para o custo total do empréstimo. Pela norma, o chamado Custo Efetivo Total (CET), que inclui juros e encargos, não poderá ultrapassar em mais de 1 ponto percentual a taxa de juros mensal contratada.
Na prática, se um empréstimo tiver juros de 1,5% ao mês, o custo total máximo permitido será de 2,5% ao mês.
O que muda na prática
O crédito consignado, modalidade com desconto direto em folha de pagamento, passa a ter regras mais rígidas sobre cobranças. Com a nova regulamentação, os bancos só poderão incluir quatro tipos de encargos:
Juros remuneratórios
Multa e juros por atraso
Tributos obrigatórios
Seguro prestamista (com autorização do cliente)
Outras cobranças, como taxas de abertura de crédito ou tarifas de cadastro, passam a ser consideradas irregulares.
Diferentemente do consignado do INSS, que possui teto de juros definido, o modelo regulado pelo MTE funcionará com monitoramento contínuo das taxas.
Fiscalização e controle
O governo acompanhará os valores praticados no mercado com base em dados da Dataprev, realizando análises a cada três meses. Taxas consideradas excessivas poderão gerar punições às instituições financeiras, incluindo a suspensão da oferta do crédito.
Impacto no “Crédito do Trabalhador”
As mudanças atingem principalmente o programa Crédito do Trabalhador, criado em 2025 para ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores com carteira assinada.
Desde o lançamento, a modalidade já movimentou cerca de R$ 131 bilhões em empréstimos, com mais de 9 milhões de beneficiários.
Apesar disso, os juros ainda são considerados elevados: variam de 1,63% a 6,87% ao mês, com custo médio total de 4,48% mensais.
Endividamento em alta
A medida surge em meio a um cenário de forte endividamento das famílias brasileiras. Dados do Banco Central indicam que 49,7% da renda das famílias está comprometida com dívidas, enquanto mais de 80% dos lares possuem algum tipo de endividamento.
Orientação ao consumidor
Especialistas recomendam que o trabalhador compare diferentes ofertas antes de contratar um empréstimo. A nova regra busca aumentar a transparência e impedir cobranças ocultas, permitindo que o consumidor entenda com mais clareza o custo real do crédito.
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Combustíveis sobem pela quarta semana seguida e acumulam alta após tensão internacional
Os preços dos combustíveis voltaram a subir nos postos do país pela quarta semana consecutiva, conforme levantamento divulgado nesta sexta-feira (27) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. A alta tem sido registrada em meio a um cenário de instabilidade no mercado internacional.
De acordo com os dados, o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 6,65 para R$ 6,78, representando um aumento de 1,95%. Já o diesel registrou elevação de 2,6%, saindo de R$ 7,26 para R$ 7,45 no mesmo período.
Além disso, foi observado que, desde o dia 28 de fevereiro, quando se intensificaram as tensões envolvendo Irã e Estados Unidos, o preço da gasolina já acumula alta de aproximadamente 8%. O diesel também segue em trajetória de aumento, acompanhando as oscilações do mercado global de petróleo.
Dessa forma, o cenário internacional tem sido apontado como um dos principais fatores que pressionam os preços no Brasil, refletindo diretamente nos custos ao consumidor.
A tendência de alta contínua reforça a preocupação com impactos na inflação e no custo de vida, especialmente em setores que dependem diretamente do transporte rodoviário.
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Maxplast anuncia recrutamento com vagas para diversas áreas em Santo Antônio de Jesus
A empresa Maxplast anunciou a realização de um processo de recrutamento aberto ao público em Santo Antônio de Jesus, voltado para preenchimento de vagas em diferentes setores da companhia. A seleção ocorrerá no próximo dia 11 de março, na Praça Padre Mateus, a partir das 9h, quando os interessados poderão comparecer levando currículo.
De acordo com o anúncio divulgado pela empresa, a iniciativa busca ampliar o quadro de colaboradores diante do momento de expansão vivido pela indústria. As oportunidades contemplam cargos operacionais, funções administrativas e também posições de liderança.
A orientação é que os candidatos compareçam ao local com o currículo em mãos, preparados para participar do processo de triagem e possível encaminhamento para etapas seguintes da seleção.
A Maxplast destacou ainda que a ação tem como objetivo atrair profissionais interessados em crescimento profissional e na construção de uma carreira dentro da empresa, que atua no setor de tecnologia e produção de artigos plásticos.
O recrutamento será realizado de forma presencial e aberto a candidatos com diferentes perfis profissionais, desde funções operacionais até áreas de gestão. A empresa também incentiva que a informação seja compartilhada com pessoas que estejam em busca de uma nova oportunidade no mercado de trabalho.

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Bahia cria mais de 6 mil empregos formais em janeiro, aponta Caged
A Bahia gerou 6.124 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro, resultado da diferença entre 84.539 admissões e 78.415 desligamentos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
Apesar do saldo positivo, o resultado foi inferior ao registrado em janeiro do ano passado, quando foram abertas 8.149 vagas. Com isso, o estado passou a contabilizar 2.238.216 vínculos celetistas ativos, o que representa variação de 0,27% em relação ao mês anterior.
Quatro das cinco atividades econômicas apresentaram saldo positivo. O setor de Serviços liderou a geração de empregos, com 4.324 vagas, seguido por Construção (2.722), Indústria geral (1.022) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (980). Por outro lado, Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas foi o único segmento com perda líquida, registrando -2.924 postos.
No cenário nacional, o Brasil abriu 112.334 vagas em janeiro, enquanto o Nordeste registrou saldo de 6.134 postos, com variações relativas de 0,23% e 0,07%, respectivamente. Dessa forma, a Bahia apresentou crescimento proporcional superior ao do país e ao da região.
Segundo o especialista da SEI, Luiz Fernando Lobo, embora o saldo seja positivo, houve desaceleração em relação ao mesmo período do ano anterior. Das 27 unidades da Federação, 18 apresentaram crescimento do emprego formal. A Bahia teve o oitavo maior saldo absoluto e a décima posição em termos relativos.
No Nordeste, cinco estados registraram alta no emprego celetista. Além da Bahia, tiveram saldo positivo Maranhão (2.516), Rio Grande do Norte (1.164), Pernambuco (889) e Sergipe (293). Em termos relativos, o Maranhão apresentou a maior variação (0,36%), enquanto a Bahia ocupou a segunda posição.
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