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Clientes do Will Bank ficam sem acesso a salários após liquidação da instituição

Clientes do Will Bank que mantinham recursos em contas de pagamento seguem sem acesso ao dinheiro após a liquidação da instituição, anunciada recentemente. Muitas dessas contas eram utilizadas para o recebimento de salários, e, até o momento, não há previsão para a liberação dos valores, que dependerá de um processo conduzido pelo liquidante nomeado pelo Banco Central do Brasil.

Diferentemente dos depósitos bancários tradicionais, as contas de pagamento não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura apenas recursos aplicados em conta corrente, poupança, CDB, RDB e letras de crédito imobiliário e do agronegócio. Com isso, os clientes não têm garantia de prazo para reaver os valores.

Segundo o Banco Central, os recursos mantidos exclusivamente em contas de pagamento devem permanecer segregados do patrimônio da instituição financeira. Na prática, isso significa que esses valores não integram a massa falida e deverão ser restituídos aos clientes, conforme critérios, prazos e procedimentos que ainda serão definidos pelo liquidante.

Dados da autoridade monetária indicam que, até o fim de setembro, o Will Bank mantinha cerca de R$ 49,6 milhões em contas de pagamento pré-pagas, ampliando o impacto financeiro para usuários que dependiam desses recursos para despesas cotidianas.

Já o FGC estima que o total de recursos a serem pagos a investidores elegíveis do conglomerado financeiro alcance R$ 6,3 bilhões. No entanto, clientes que já atingiram o limite de garantia no Banco Master, liquidado em novembro, não terão direito a novos ressarcimentos.

O processo de liquidação está sob responsabilidade de Eduardo Félix Bianchini, o mesmo nomeado para conduzir a liquidação do Banco Master, controlador do Will Bank. O Banco Central orienta que os clientes acompanhem exclusivamente os comunicados oficiais do liquidante e da instituição em liquidação, onde serão divulgadas informações sobre prazos, procedimentos e canais de atendimento para restituição dos valores.

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Saiba como está o ritmo de pagamentos do FGC para clientes do Master e Will Bank

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou, nesta sexta-feira (23), que já foram realizados pagamentos que somam R$ 26 bilhões aos credores do Conglomerado Master. O valor representa 66,43% do montante total de R$ 40 bilhões estimado para a liquidação. De acordo com o balanço, 521 mil beneficiários já receberam seus recursos, o que corresponde a 67,29% do total de 800 mil pessoas afetadas.

Processamento e segurança dos pagamentos

Os pagamentos foram iniciados em 19 de janeiro de 2026 e, após superadas as dificuldades técnicas iniciais na entrega de documentos, o ritmo foi intensificado. Atualmente, os sistemas do FGC estão processando cerca de 2,8 mil pedidos por hora através do aplicativo oficial.

Segundo a nota emitida pela instituição, ajustes contínuos estão sendo implementados pelas equipes técnicas para garantir a rapidez do processo. Entretanto, o FGC ressalta que “camadas adicionais de verificação” são adotadas para prevenir fraudes, o que pode impactar o prazo de conclusão para alguns investidores.

Situação do Will Bank e regras da garantia

Além do Master, o FGC estima o pagamento de R$ 6,3 bilhões aos credores do Will Bank, também liquidado recentemente. Este processo terá início assim que a base de dados dos beneficiários for consolidada pelo liquidante.

Pelas regras do FGC, são garantidos os depósitos de até R$ 250 mil por CPF. O valor recebido por cada investidor contempla o saldo disponível na conta, somando o aporte principal e os rendimentos acumulados até a data oficial da liquidação da instituição financeira.

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MEIs excluídos do Simples têm até 31 de janeiro para regularizar pendências e retornar ao regime

Os microempreendedores individuais (MEIs) que foram excluídos do Simples Nacional e desenquadrados do Simei têm até o dia 31 de janeiro para regularizar pendências e solicitar o retorno ao regime simplificado. O procedimento é necessário para que o empreendedor volte a atuar formalmente como MEI no ano-calendário vigente.

O primeiro passo consiste na verificação da situação do CNPJ no Portal do Simples Nacional. Caso o status apareça como “não optante pelo Simples Nacional” e “não enquadrado no Simei”, será fundamental identificar os motivos da exclusão. Em geral, o desenquadramento ocorre por débitos tributários ou outras pendências com a Receita Federal, governos estaduais ou municípios.

Após a identificação das pendências, o microempreendedor deve regularizar sua situação fiscal, o que pode incluir pagamento à vista ou parcelamento de débitos. A etapa de verificação e quitação deve ser feita dentro do e-CAC da Receita Federal, com acesso por meio da conta Gov.br. Somente após a regularização completa é possível solicitar novamente o enquadramento como MEI no Simples Nacional.

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Valores a receber: mais de R$ 10 bilhões seguem “esquecidos” em bancos, diz Banco Central

O Banco Central informou, nesta terça-feira (13), que ainda há R$ 10,02 bilhões em recursos “esquecidos” por clientes nas instituições financeiras do país. Os dados consideram valores contabilizados até novembro do ano passado. Desde o início do programa, o BC já devolveu R$ 12,92 bilhões que estavam parados em bancos, consórcios e outras instituições.

O sistema de Valores a Receber permite consultar se pessoas físicas, inclusive falecidas, e empresas deixaram valores para trás. Embora o prazo oficial para solicitar o resgate tenha terminado em 16 de outubro de 2024, o Ministério da Fazenda esclareceu que não há prazo para que os clientes recuperem os recursos, que podem ser solicitados a qualquer momento diretamente às instituições financeiras.

Segundo o BC, o único site oficial para consulta e solicitação é o valoresareceber.bcb.gov.br, onde é possível verificar se há valores disponíveis e os procedimentos para resgate em nome próprio, de empresas ou de pessoas já falecidas.

O Banco Central também informou que, desde maio do ano passado, os usuários podem habilitar solicitação automática para receber os valores. A adesão ao novo serviço é opcional, sem impacto nas demais funcionalidades do sistema.

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Congresso aprova previsão de salário mínimo de R$ 1.627 a partir de janeiro

O Congresso Nacional aprovou, nesta quinta-feira (4), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, na qual foi prevista a aplicação de um salário mínimo de R$ 1.627 a partir de 1º de janeiro. O montante representa um aumento de 7,2% em relação ao piso vigente de R$ 1.518 e passará por confirmação após a divulgação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) referente a novembro, a ser divulgada pelo IBGE.

A LDO, que orienta a elaboração e execução do Orçamento anual do governo federal, teve inicialmente registrada uma previsão de R$ 1.630 para o piso; contudo, o valor foi ajustado para R$ 1.627 durante a tramitação. Assim, a cifra ainda poderá ser alterada dependendo do fechamento do indicador de inflação mencionado.

Cálculo final ficará condicionado ao INPC de novembro

Conforme previsto, o valor final do salário mínimo será recalculado conforme o INPC de novembro. Portanto, apenas após a publicação oficial do índice pelo IBGE é que o governo poderá ratificar o piso definitivo para 2026. A medida foi aprovada com vistas à previsibilidade fiscal, sendo que a LDO estabelece parâmetros que orientam limites de gastos e metas fiscais para o próximo ano.

Impactos orçamentários e expectativas

A previsão aprovada pela LDO foi incorporada às estimativas orçamentárias para 2026 e deverá influenciar projeções de despesas com benefícios sociais e reajustes automáticos atrelados ao piso. Assim, setores como previdência e programas assistenciais poderão ter seus cálculos revistos conforme a cifra for confirmada. Analistas e gestores públicos acompanharão a divulgação do INPC para avaliar, de forma mais precisa, o efeito real do reajuste nas contas públicas e no poder de compra dos trabalhadores.

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Lula defende fim da escala 6×1 e afirma que trabalhador precisa de mais tempo para a família

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e possui apenas um dia de descanso semanal. A declaração reacendeu o debate sobre redução da jornada de trabalho e sobre o impacto do excesso de horas na qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.

Durante o pronunciamento, Lula afirmou:
“Não é justo que o trabalhador tenha apenas um dia de folga na semana. O bem mais valioso para um ser humano é o tempo. Tempo além do trabalho. Tempo para descansar, cuidar da família, acompanhar o crescimento dos filhos. O povo trabalhador brasileiro merece o fim da escala 6×1.”

A fala do presidente surge em um momento em que diferentes setores discutem ajustes na legislação trabalhista e analisam modelos internacionais de redução de jornada. Segundo especialistas, o debate envolve temas como produtividade, saúde mental, convivência familiar e custos operacionais para empresas.

Para centrais sindicais, a discussão fortalece a pauta de valorização do trabalho e busca maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Por outro lado, representantes do setor produtivo afirmam que eventuais mudanças exigiriam reorganização de escalas e poderiam gerar custos adicionais.

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