A Câmara Municipal de Vera Cruz realizou, na manhã desta terça-feira (24), a sessão de retomada dos trabalhos legislativos de 2026. Logo após, foi realizada uma sessão extraordinária para apreciação e votação da ata da última sessão de 2025, ocasião em que foram discutidos o pedido de empréstimo de R$ 20 milhões solicitado pela Prefeitura e alterações no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU).

Durante a votação, o vereador João Paulo votou contra a aprovação da ata por considerar que o documento não detalhava corretamente a votação do pedido de empréstimo encaminhado pelo Executivo. Segundo o parlamentar, o texto apenas menciona o número dos projetos, sem esclarecer à população quais matérias foram efetivamente apreciadas e aprovadas em plenário.

Para ele, a ata deveria registrar de forma explícita que o projeto autorizando o empréstimo foi votado, além do posicionamento individual dos vereadores, como forma de garantir maior transparência ao processo legislativo.

Após a votação da ata, uma discussão em plenário acabou provocando o cancelamento da sessão extraordinária. De acordo com João Paulo, o impasse teve início após questionamentos apresentados por ele sobre o projeto de reajuste salarial dos professores da rede municipal.

O vereador afirmou que sua intenção não era causar tumulto, mas assegurar o debate e possíveis correções em propostas consideradas relevantes para o município. “A gente não veio aqui com o intuito de tumultuar a sessão e sim discutir os projetos”, declarou.

Segundo o parlamentar, o projeto encaminhado pelo Executivo prevê a adequação ao piso nacional do magistério, porém sem retroatividade à data-base de janeiro, conforme estabelecido no plano de cargos da categoria. O texto fixa o reajuste a partir de março, o que, na avaliação dele, contraria a legislação municipal e pode gerar prejuízos aos profissionais da educação.

“O projeto dos professores tem um reajuste com o piso nacional que o prefeito encaminha, só que não retroage à data-base que seria em janeiro. Esse reajuste está a partir de março”, explicou.

Diante do impasse, João Paulo informou que houve entendimento com a liderança do governo para a retirada do projeto da pauta, permitindo que a proposta seja reavaliada antes de uma votação definitiva. Ele defende ainda que a ata registre de forma clara que o projeto foi apenas apresentado e retirado para discussão, garantindo a correção da data-base e ampliando o debate.

“Retirou o projeto de votação. Ele foi apenas apresentado para que a gente discuta o tema e consiga retroagir o reajuste dos professores a janeiro”, afirmou.

Além dos docentes, o vereador defendeu que o reajuste também contemple outros profissionais da rede municipal de ensino, como merendeiras, porteiros e demais servidores ligados à educação.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Léo Valente / Blog do Valente (@blogdovalenteoficial)

O post Vereador questiona ata e retroatividade em projeto de reajuste do magistério, e sessão é interrompida na Câmara de Vera Cruz apareceu primeiro em Blog do Valente.