Um motorista de aplicativo morador de Mongaguá teve o bloqueio mantido pela Justiça após ser desligado da plataforma em que atuava por recusar 4.421 corridas no período de 30 dias.
O condutor ingressou com ação judicial solicitando a reintegração ao aplicativo e o pagamento de indenização de R$ 28 mil, alegando prejuízo financeiro pelo tempo em que ficou impedido de trabalhar, conforme informações divulgadas pelo portal Metrópoles.
Na ação, a defesa sustentou que o desligamento ocorreu com justificativa genérica, sob argumento de alta taxa de cancelamentos. Também argumentou que o motorista teria o direito de recusar chamadas.
A empresa, por sua vez, apresentou registros apontando o cancelamento de 4.421 corridas em um intervalo de 30 dias, além de outras 769 viagens em período distinto.
Ao analisar o caso, a juíza Lígia Dal Colletto Bueno entendeu que houve abuso no exercício do direito de cancelamento, com quebra do equilíbrio contratual entre as partes.
Com esse entendimento, todos os pedidos do motorista foram negados, e o bloqueio da conta foi mantido.
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