A guerra no Oriente Médio, envolvendo diretamente o Irã, chegou ao terceiro dia e já começa a gerar impactos no mercado internacional. Especialistas apontam que a alta do petróleo e do dólar pode provocar aumento no preço dos combustíveis no Brasil, especialmente na Bahia, que depende fortemente do transporte rodoviário.

O conflito ocorre em uma das principais regiões produtoras de petróleo do mundo, que reúne países como Arábia Saudita, Iraque, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar. Com o aumento das tensões, o barril do tipo Brent, referência para cerca de dois terços do petróleo bruto negociado no mundo, era cotado a US$ 78,22 na manhã desta segunda-feira (2), em alta de 7,4%, após atingir pico de US$ 82,37 (+13%), maior valor desde junho de 2024.

Além disso, o dólar avançava 1,32% por volta das 10h05, sendo negociado a R$ 5,2013. Já o Ibovespa registrava leve queda de 0,07%, aos 187.094 pontos.

Como o preço internacional do petróleo é multiplicado pelo câmbio, a combinação de barril em alta e dólar valorizado tende a pressionar o valor final ao consumidor. Entre os produtos que podem sofrer impacto estão diesel, gasolina, etanol — que, embora não seja derivado do petróleo, é substituto da gasolina — e o gás de cozinha (GLP).

Caso o conflito se prolongue, o reflexo pode ir além dos postos de combustíveis. Na Bahia, o aumento do diesel pode elevar o custo do frete interno, impactar o valor das passagens e encarecer a distribuição de alimentos. Dessa forma, a inflação poderá se intensificar, atingindo itens básicos e ampliando o comprometimento do orçamento das famílias.

Não há previsão para o encerramento do conflito, e o Irã já declarou que não pretende negociar com os Estados Unidos neste momento, o que mantém o cenário de incerteza nos mercados.

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