O jovem Igor Zampieri, um dos adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, publicou nesta quinta-feira (25) seu primeiro pronunciamento sobre o caso após completar 18 anos.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Igor afirmou ser inocente e disse que foi alvo de acusações e julgamentos públicos durante os cinco meses em que o processo tramitou sob sigilo.
No desabafo, Igor declarou que permaneceu em silêncio por orientação das autoridades e afirmou que o arquivamento do caso pela Justiça, em maio deste ano, reforça sua versão.
“As pessoas me julgavam por algo que eu não fiz, algo que eu jamais faria. Mesmo depois de a Justiça arquivar o processo e ficar provado que eu não fiz nada, muitas pessoas seguem me chamando de assassino”, afirmou.
O jovem também criticou os julgamentos feitos nas redes sociais e disse que decidiu se manifestar apenas após o encerramento da investigação.
Segundo ele, o objetivo do vídeo é esclarecer os fatos e responder às acusações que recebeu desde o início do caso.
A morte do cão comunitário Orelha teve ampla repercussão nacional e gerou grande mobilização em defesa dos animais.
Adolescentes chegaram a ser inicialmente investigados por suspeita de participação nas agressões. No entanto, o Ministério Público de Santa Catarina solicitou o arquivamento do caso por falta de provas, pedido que foi posteriormente acolhido pela Justiça.
Além da repercussão criminal, o caso resultou na criação do decreto conhecido como “Cão Orelha”, que ampliou as punições administrativas para casos de maus-tratos contra animais no estado de Santa Catarina.
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O post Jovem investigado pela morte do cão Orelha quebra silêncio e afirma: “Jamais faria isso” apareceu primeiro em Blog do Valente.