Uma das tradições mais marcantes dos festejos juninos baianos, a Guerra de Espadas caminha para acontecer de forma legalizada pela primeira vez no estado em 2026. A expectativa é que a prática seja realizada em Senhor do Bonfim, em um espaço separado dos demais eventos do São João e com a utilização de espadas de fogo certificadas.
A possibilidade de regulamentação é resultado de um trabalho conjunto envolvendo órgãos públicos e a Associação dos Espadeiros de Senhor do Bonfim (Acesb). Em dezembro do ano passado, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), proposto pelo Ministério Público da Bahia, estabelecendo medidas para viabilizar a realização da tradição com mais segurança.
Entre as ações previstas estão a definição de um local específico para a prática, o controle da fabricação e utilização dos artefatos e a adoção de normas voltadas à proteção dos participantes e do público.
A Guerra de Espadas é uma manifestação cultural fortemente presente em algumas cidades baianas durante os festejos de São João. A tradição está especialmente ligada à noite de 23 de junho, véspera do dia de São João, quando participantes utilizam artefatos pirotécnicos em celebrações populares.
O costume foi trazido ao Brasil pelos portugueses no século XIX e se consolidou em diversas localidades baianas ao longo do século passado, tornando-se parte importante da identidade cultural junina em municípios do interior do estado.
Caso todas as exigências previstas no acordo sejam cumpridas, 2026 poderá marcar a primeira edição da Guerra de Espadas realizada dentro de um modelo oficialmente regulamentado na Bahia.
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