A deputada estadual Fabiana Bolsonaro realizou um protesto na tarde desta quarta-feira (18) durante sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ao pintar o rosto e os braços de preto. Segundo a parlamentar, o ato foi uma crítica à escolha da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.
Durante o discurso, Fabiana comparou a situação a uma pessoa branca que se pinta de negra, argumentando que isso não alteraria sua identidade nem permitiria compreender experiências de discriminação.
“Eu sendo uma pessoa branca, vivendo tudo o que vivi como uma pessoa branca, agora, aos 32 anos, decido me maquiar, me travestir como uma pessoa negra. Eu pergunto: ‘E agora, eu virei negra?’”, afirmou.
O ato gerou reação imediata de parlamentares presentes. Deputados classificaram a ação como ofensiva, com acusações de racismo e transfobia.
A deputada Mônica Seixas (PSOL-SP) interrompeu a sessão e afirmou que a prática de “blackface” pode configurar crime. Já Ediane Maria (PSOL-SP) classificou o episódio como “racismo televisionado” e informou que apresentou denúncia ao Ministério Público de São Paulo.
Nas redes sociais, Erika Hilton compartilhou publicações sobre a denúncia. O caso repercutiu entre parlamentares e usuários, ampliando o debate sobre representatividade e limites de manifestações políticas.
A Lei nº 7.716/1989 prevê punições para crimes resultantes de discriminação por raça, cor, etnia ou religião. Desde decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2019, atos de homofobia e transfobia passaram a ser enquadrados nos termos da mesma legislação.
O episódio deverá ser analisado pelas autoridades competentes.
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